O Botox não apaga só as rugas, também as previne

Quando se deve começar a aplicar Botox?

Esta é uma questão frequente e que merece esclarecimentos: quem tem muitas rugas de expressão pode começar aos 25 anos. Tão cedo, dirão alguns?

Para além da polémica de ser a favor ou contra a utilização de Botox a fins estéticos, será bom de realçar a ação preventiva que tem este tratamento nas rugas de expressão.

De facto, as rugas da parte superior do rosto são devidas a atuação de músculos que , ao contraírem, formam as rugas. A força e a frequência de contração destes músculos são variáveis em função da genética e do temperamento da pessoa.

Depois de vários anos de contração, mesmo na posição de repouso, começam a ficar marcadas as rugas. Mesmo esticando a pele com os dedos, notam-se os traços horizontais da testa ou verticais da zona entre as sobrancelhas.

Quem tiver muita ruga de expressão vai beneficiar em começar cedo as aplicações de Botox para não deixar chegar tão cedo a esse estado. É o efeito preventivo, pois mesmo deixando de aplicar o produto, a pele esteve no descanso vários meses ou anos.

Para além deste fator, há o benefício de um músculo que será sempre menos forte, mesmo parando as aplicações, não voltando a pessoa a enrugar tanto.

Se olhar a sua volta, verá muita gente que ficou com aspeto descansado, descontraído, bonito, e terá sido o Botox. A arte da medicina estética é também a prevenção.

Botox. Um Tratamento injustamente denegrido.

Discurso em Defesas do Botox

Certas palavras carregam consigo um certo potencial negativo. Assustam. E o medo que engendram, devido a um curioso efeito de imaginação, exacerba ainda mais a sua imagem negativa.

O Botox é uma dessas palavras. Apercebemo-nos disso todos os dias, quando pacientes nos dizem: “tudo, mas Botox não”. Perguntamo-nos de onde vem esse medo, por vezes irracional, relativamente a um tratamento que é muito seguro até, e que deu as suas provas. Vários elementos podem ajudar-nos a encontrar uma resposta.

Em primeiro lugar, existe a natureza da substância propriamente dita: o público sabe que o Botox não é mais do que uma toxina botulínica, una proteína secretada pela bactéria Clostridium Botulinum, que resulta na paralisação dos músculos do organismo. Convém contudo lembrar que os efeitos mortais dessa intoxicação são devidos à demasiado grande quantidade de toxina produzida. Um tratamento de Botox utiliza entre 50 a 60 unidades. A dose mortal é de 10 000 unidades. São precisas 200 doses terapêuticas para fazer uma dose letal. O simples Paracetamol não tem essa margem de manobra. Uma hepatite citotóxica muito grave pode acontecer com doses que correspondem a 4 vezes a dose normal. Idem aspas para a aspirina e muitos outros medicamentos. Podemos relembrar aqui que a toxina botulínica é utilizada para fins terapêuticos há já muitos decénios. Muito antes de se verificar o seu efeito nas rugas, permitiu o tratamento do blefarospasmo, do torcicolo espasmódico, do estrabismo, etc…

O Botox é muitas vezes acusado de crimes dos quais é inocente. Quando se veem lábios demasiado cheios ou pómulos demasiado pronunciados, tende-se a designar um culpado: o Botox. Ora, são os fillers (ácido hialurónico, hidroxiapatita, ou outros) que, quando são utilizados sem discernimento, estão na origem desses volumes excessivos. Nunca será demais repetir: o Botox não é um volumador. Ele provoca o relaxamento dos músculos e, por esse facto, melhora as rugas de expressão. É um excelente produto, seguro e eficaz. Um ponto deveria ser melhorado: a sua durabilidade. O efeito mantém-se durante 5 ou 6 meses no máximo.

É insubstituível para tratar as rugas da parte superior do rosto. É muito mais anedótico quando se trata da metade inferior, que é o domínio eletivo dos produtos de enchimento ou fillers.