A cavitação é o efeito físico e mecânico provocado por uma onda eletromagnética quando atinge um líquido pela variação rápida de pressão, originando o aparecimento de bolhas de gás e mesmo de vapor.

Assim, a primeira evidência é que não há cavitação nos tratamentos de estética com "cavitação"...

Nestes aparelhos são utilizados ultrassons de baixa frequência pois a frequência destas ondas rodam o 0,5 a 30 Mhz.

Na medicina, é já utilizado há vários anos, o efeito mecânico dos ultrassons focalizados para destruir localmente cálculos renais ou células do corpo humano.

No que diz respeito à gordura e células gordas, o efeito é a transmissão da energia da onda ultrassónica no tecido adiposo, com variação intensa de pressão, havendo um "sacudir" da célula gordurosa.

Existem duas componentes que limitam a eficácia:

  • os ultrassons penetram pouco nos tecidos, sendo a quase totalidade da energia libertada logo nos primeiros milímetros, podendo queimar a pele.
  • a frequência dos ultrassons utilizados são em geral fixas, as ondas penetram diferentemente, segundo o grau de hidratação e intensidade do tecido.

Tecnologicamente, a aplicação mais potente e sofisticada dos ultrassons é o Ultrashape, utilizando ultrassons focalizados e concêntricos para tentar destruir células gordurosas, pela energia/calor libertado no ponto de impacto. Assim, para concluir, diremos que os ultrassons tem interesse no tratamento da celulite e gordura localizada, como tratamento complementar, associado à alimentação, mesoterapia, FFC ou Radiofrequência, para potencializar resultados.