Celulite: o que é?

A celulite e os seus diversos tratamentos.

A noção de celulite remete-nos para um conceito dinâmico. Contrariamente às ideias pré-concebidas, não se trata de uma substância especial que se elimina através de um tratamento. Trata-se de uma disfunção do tecido gordo superficial. Para melhorar os granulos e a pele “casca de laranja”, é necessário, portanto, restabelecer a fisiologia normal desse tecido.

shema physiopathologie cellulite

No esquema da esquerda mostra o tecido gordo superficial normal. Os capilares sanguíneos estão harmoniosamente repartidos entre os lóbulos adipocitários que são grupos de células de reserva. As trocas fazem-se com normalidade. Existe pouca fibrose e edemas.

No esquema da direita mostra-nos as reações em cadeia que vão conduzir ao fenómeno da celulite.

Na origem, existe sempre uma acumulação de gordura superficial. A célula reserva, denominada adipócito, pode multiplicar o seu volume por 50.

Os lóbulos de adipócitos hipertrofiam-se e vão comprimir os vasos sanguíneos e linfático. As trocas fazem-se mais dificilmente. As mensagens do organismo com destino às células gordas não atingem o seu alvo. As toxinas produzidas pelo metabolismo eliminam-se mal. Cria-se uma fibrose, e o tecido cutâneo perde a sua elasticidade.

Além disso, em consequência da inflação dos lóbulos de gordura, assistimos a uma redução do espaço extra-celular. Os líquidos apresentam dificuldade em drenarem-se. Na direção das estruturas venosas ou linfáticas segue-se uma acumulação de líquido extra-celular, o que leva a uma hiperpressão no tecido gordo superficial , e a uma tensão da fibrose. Este fenómeno está na origem do aspeto de “casca de laranja”, tão característico desta afeção.

Os 3 componentes essenciais da celulite são:

  • Acumulação de gordura superficial
  • Insuficiência circulatória
  • Acumulação de líquidos

É essencial ter em mente estas noções para melhor compreender os métodos e os objetivos dos tratamentos propostos.