Muitos estudos confirmam o efeito benéfico, em quantidades corretas, dos complementos alimentares a venda ao publico contendo numerosos micronutrientes conhecidos como vitaminas e antioxidantes.

No entanto, o consumo excessivo destes é nefasto e não podem compensar uma alimentação desequilibrada.

Numerosos estudos científicos demonstram que a nossa alimentação e o nosso modo de vida se alteraram muito nos últimos anos, e a falta de micronutrientes explica o aumento das doenças degenerativas tais o cancro, Alzheimer, Parkinson, etc. Essa falta explica-se por fatores como:

  1. A industrialização da agricultura faz com que, mesmo os bons alimentos (vegetais, frutas) percam as suas qualidades, a nível dos teores em vitaminas e oligoelementos;
  2. O modo de vida, nomeadamente o stress e a poluição, que aumentam as necessidades em micronutrientes anti-oxidantes. No entanto, é mais saudável investir numa alimentação diária equilibrada e saudável e procurar alimentos oriundos da Agricultura Biológica ou comparáveis. estes , para além de não trazerem pesticidas e outros contaminantes, são mais ricos em Antioxidantes.

Quando é necessário tomar os complementos alimentares? Em função do seu modo de vida a certos períodos (desporto intensivo, exposição solar importante, tabaco), poderá escolher um complexo antioxidante adequado, a ser tomado durante 3 a 6 meses, sem nunca esquecer que só nos alimentos eles estão na melhor composição.

Porque no alimento é sempre melhor do que em cápsula?

Vamos dar um exemplo: nos brócolos, existe uma substância conhecida por ser eficaz a nível das células cancerígenas: o sulforafano. No entanto, é quando ela está associada a várias outras substâncias antioxidantes de tipo polifenóis que existem também na planta que tem a verdadeira eficácia. Não se pode assim reduzir o efeito benéfico a uma só substância isolada num comprimido.

Não só os complementos alimentares não podem substituir os efeitos benéficos associados ao conjunto das moléculas naturalmente presente nos alimentos, mais ainda, a presença de grandes quantidades em cápsulas pode igualmente tornar a absorção intestinal menos eficaz para os outros compostos benéficos.

Existe igualmente o aspeto da qualidade dos complementos: as moléculas isoladas em comprimidos são muito instáveis e alteram-se rapidamente. Por exemplo, certos laboratórios independentes estudaram o teor em resveratrol nos suplementos alimentares e achou valores ínfimos e totalmente insignificativos desta substância presente em quantidade no vinho tinto.

Isto porque na forma em como estão os elementos protetores nas plantas estão sempre bem protegidos da degradação por oxidação ou degradação enzimática.