A bioestimulação cutânea, igualmente chamada plasmaterapia ou self regenering, é um método fisiológico de luta contra o envelhecimento cutâneo que propomos há já muitos anos na clínica Thalassa. Consiste na utilização dos factores de crescimento plaquetários da própria pessoa a tratar com vista a estimular a pele. Os factores são extraídos do sangue por centrifugação no próprio dia do tratamento. Esta técnica já trouxe satisfação a grande número de pacientes.

No entanto, verificou-se que poderia ser refinada, de forma a obterem-se resultados ainda melhores.

Na prática, tira-se uma quantidade de sangue para 4 a 6 tubos. O processo nessa fase é igual àquele que acontece quando vamos ao laboratório fazer uma análise de sangue.

O sangue dos tubos é centrifugado 5 minutos para que as suas diferentes componentes se separem. A parte intermediária do tubo contém o plasma rico em plaquetas, parte essa que vamos utilizar para estimular a pele e os tecidos hipodérmicos. Durante a centrifugação, uma enfermeira realiza uma máscara anestésica, o que irá permitir atenuar bastante as dores provocadas pelas injecções.

Como é na realidade

Uma parte dos tubos são necessários para a regeneração da derme e da epiderme. O médico retira o plasma rico em plaquetas e reparte-o por toda a pele do rosto, através de múltiplas injecções. Os outros tubos são utilizados para a estimulação profunda. Também se pode injectar nos sulcos nasogenianos, nas rugas de expressão (bigode chinês), na zona das maçãs do rosto, nos lábios, nas olheiras (principalmente nas olheiras cavadas).

Não se trata de uma técnica de preenchimento. O plasma vai reabsorver-se bastante rapidamente. Mas os factores de crescimento plaquetários vão concentrar-se na zona desejada e vão estimular o crescimento de um tecido de enchimento autólogo. Esta técnica é compatível com as injecções de preenchimento de tipo ácido hialurónico, pode-se até dizer que é uma técnica complementar que permite, pouco a pouco, ganhar tecido vivo nas zonas mais necessitadas. Também se pode introduzir o plasma com vitaminas e hialuronico misturadas.

A plasmaterapia é particularmente interessante no tratamento das olheiras cavadas, onde a falta de tecido entre a pele e o osso constitui o principal problema. Mas também se obtêm resultados interessantes nos casos de perda de volume das maçãs do rosto (esqueletização do rosto) e na hidratação dos lábios.

O novo protocolo é semelhante ao da radiofrequência.

Tratamento de Ataque

sessão inicial de bioestimulação

secunda sessão 2 messes depois

terceira sessão 2 messes depois da secunda

Tratamento de Manutenção

1 sessão cada 6 meses .

Poderá verificar-se um edema pós tratamento, que regredirá em pouco tempo. Os resultados não são imediatos, mas aparecem à medida que se efectua a neo-colagenose (síntese de um novo colagénio devido à estimulação pelos factores de crescimento, principalmente o FGF = Fibroblast Grows Factor ). Aliás, as melhoria não se observam apenas ao nível do colagénio, também se assiste à melhoria da microcirculação da pele (influenciado pelo VEGF = Vasculo Endothelial Growth Factor, que é um potente estimulante da neo-angiogénese) bem como à regeneração da epiderme (principalmente graças ao EGF = Epidermal Growth Factor)-

Existe um factor de crescimento mais polivalente, o PDGF = Platelet Derived Grows Factor, cujo papel é essencial na migração dos fibroblastos (células sintetizando o colagénio, a elastina e o ácido hialurónico) na zona onde foi injectado. É um fenómeno essencial quando se quer trabalhar na volumetria, isto é, se pretendemos criar tecido biológico onde irá pouco a pouco desaparecer com o envelhecimento: a zona malar (maçãs do rosto), a região periorbitária, etc.

A bioestimulação autóloga, ou plasmaterapia, afigura-se-nos ser um tratamento com futuro, não apenas capaz de regenerar a pele, mas também de manter os volumes do rosto e de lutar contra a atrofia dos lábios. Associa-se perfeitamente a todos os outros tratamentos anti-envelhecimento, tais como a rádiofrequência, o mesolift, o botox ou as injecções de preenchimento.